E as min?

E as minhas e as suas yasminhas yasuas yastuas yastu yaseu yasmin

domingo, 22 de novembro de 2009

Pequenina confusão informacional

E depois dizem que a religião é avessa à tecnologia. Deus não fez o homem à prova d'agua?!

sábado, 21 de novembro de 2009

Nos olhos de Joplin estão o luar e as meninas tomando sorvete

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pessoa dois

Queria que o meu eu falasse
Queria eu silenciar para que meu eu –
Mas não eu; o eu que sou de verdade
O eu que quando morro nasce –
Fada-se

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Magnífico devaneio literário

Sentei-me na sexta feira passada em frente à lareira com os pés quentinhos dentro de uma meia de lã, enquanto segurava meu scotch, que ia bebericando daqui e dacolá. A noite tinha tudo para ser uma daquelas semiperfeitas, não fosse o frio excessivo.
O que me intrigava era como é que eu, literato e conhecedor de tudo que é vocábulo que sou, poderia não saber o significado da bosta daquela palavra. Tinha comprado um livro na semana anterior. Bem interessante, uma delícia de ler, daqueles que você lê trinta páginas corrido e nem percebe. Eis que quando chego na quadragésima oitava me deparo com a palavra mais estranha que já havia visto em quarenta e dois anos inteiros. Logicamente, isso foi me perturbando de uma tal maneira que, quinze minutos depois, eu já havia ido bater na porta da casa do Dr. Sibbers, meu analista. Não que um analista e um dicionário fossem geneticamente parecidos ou, até, uuh, a mesma pessoa/coisa. Na, na. É que Dr. Sibbers lia bastante. Mas o velho também não soube me dar uma resposta, o que me levou a um desespero maior ainda: se nem o Dr. Sibbers sabia o que aquilo significava, deveria mesmo ser alguma coisa muito oculta. Peguei o mais compacto dos meus jatinhos e fui parar imediatamente no Kansas, onde existe a maior Escola literária universal, até onde se sabe. Bati um papo com Harold, o diretor barbudo e, embora tenha ficado meio encabulado, não soube me dizer a solução para a minha dúvida. Ok, agora sim isso era de dar medo. Se Harold que era Harold...! Decidi ir mais além. Júpiter. Não sei quem foi o imbecil que disse que aquilo ali não era mais um planeta. Como não é? É um planeta autenticado. Procurei em todos os livros de todas as bibliotecas nacionais. Nada. Essa palavra não constava. Isso tudo estava prestes a acabar comigo, com o sentido de minha vida e, logo, com a minha vida mesmo. Sem saber se voltava ou não, se ficava ou ia, se chorava ou ria, parei num bar jupteriano e tomei pinga suficiente para não acordar tão cedo. Escorei-me no chão amarelo que parecia calçar todo o planeta, dobrei os braços sob a cabeça e me pus a soluçar, entre gritos desesperados contendo frases como "e agora", "só jesus" e "pro diabo!"
É claro que isso estragou definitivamente a minha noite.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Apresentações - restaurando



Deus que é Deus
Eu não sei quem é!
Como poderia saber quem és, tu?

sábado, 24 de outubro de 2009

Declaro que odeio São Paulo

Isso aqui é sobre como a saudade te invade o corpo

Esse meu amigo me pediu que eu escrevesse alguma coisa. Porque ele queria muitíssimo ler alguma coisa no meu blog. Meses e anos estão se passando e eu ainda não entendi como é que num segundo alguém que morava só uns metros distante de mim foi teletransportado para São Paulo. Eu odeio São Paulo. Eu te odeio, São Paulo, não só porque você é cinza e horrorosa, mas principalmente porque você levou o meu melhor amigo daqui, de perto de mim. A saudade dum namorado que te largou é ruim também, mas é diferente da saudade dum amigo. A saudade do namorado dá no corpo, assim como a saudade dum amigo. Só que a diferença está em que a saudade do namorado passa em tempinho. A saudade do amigo fica pra sempre. Impregnada. É quase uma putaria. Você precisa daquela pessoa, precisa, precisa porque ama e porque estar longe dela te mata um pouquinho todo dia. E é foda. É foda estar longe dum amigo. Inda mais do melhor dos teus amigos. Não o melhor porque é o mais bonito ou porque é o mais inteligente ou porque, no caso desse meu, desenha melhor que todo mundo que você conhece e sabe fazer réplicas de tudo que envolva Harry potter. Melhor, quando eu digo, quer dizer o que, por essência, por um fio de prata maluco ou simplesmente por amor, está preso a você. E agora que ele está longe – ou melhor, não é de agora -parece que me falta um pedaço. Eu sofro. As partes do meu corpo sentem saudade. Não é como se a gente fosse se encontrar uma vez e essa dor passasse. É nessa vez que a gente sente os olhos brilhando meio de choro, meio de felicidade, meio de choro de felicidade e uma porrada de dor. Ou da dor de uma porrada. O importante é que a gente sabe que, no fundo, está vivo. E existem aviões.
Te amo, Leozinho.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Coxinha de Galinha



A omissa
noviça
debaixo da saia de plissa
veste as
roliças coxas
com cintas-
ligas e
vai à missa
cobiça
os homens das moças
enquanto em linguagem castiça
enfeitiça discursa
qual ursa
e no decurso de tal discurso
imposta voz de camurça
e eriça
os homens das moças
os homens das moças
puta, putiça: noviça
postiça